A superficialidade das nossas relações e as doenças psicosomáticas.

Você já se perguntou por que temos amigos? Porque procuramos relacionamentos? (Amigos, Cônjuges, Parentes) O que queremos? Onde pretendemos chegar com essas relações?

Tenho observado e visto um número imenso de pessoas frustradas e decepcionadas com os outros, o que me traz algumas reflexões.

Ao que me parece todas as nossas relações estão baseadas em interesses individuais, em trocas de favores, em suprir as ‘minhas’ carências, em exigir que outro seja a resposta que eu preciso.

Vivendo dessa maneira podemos facilmente perceber que sempre encontraremos pessoas que deixarão de ser importantes; e determinado momento aquele amigo ou aquela namorada já não servem mais, afinal,  já não se adequam mais, ou talvez eles tenha feito algo que nos magoou partindo daqui, e entendendo a nossa eterna fuga daquilo que de certa forma nos causa desconforto, começamos a evitar as pessoas que nos confrontam, que não concordam conosco, que querem nos conduzir – intencionalmente ou não – de alguma forma a maturidade como ser social, a um nível a mais de tolerância, compreensão e muita outras coisas.

Isto significa portanto que nossos relacionamentos existem porque são convenientes, porque nos servem, porque são para mim e não para o outro.Podemos diante disso, observar então o egoísmo dos nossos corações aflorado de forma singela e sutil que não percebemos, que estamos saindo por aí abandonando pessoas destruindo corações de maneira irresponsável e inconsequente, é por esse motivo que temos uma sociedade repleta de aberrações, com uma infinitude de doenças psicosomáticas.

Entretanto se fizermos uma análise um pouco mais profunda constataremos que no fundo são apenas pessoas carentes, desesperadas para preencher o vazio que há nelas, buscando relacionamentos puros, honestos, sem barganhas. É bom lembrar que as pessoas vão nos decepcionar cedo ou tarde;

E aí? O que faremos com elas?