O grupo já destruiu centenas de santuários, entre eles o túmulo do profeta Jonas.

Desde o início de sua ofensiva, o grupo jihadista Estado Islâmico (EI) avançou de forma desmedida. O movimento usou a instabilidade do estado iraquiano e o momento catastrófico da guerra civil na síria, para conquistar cidades e províncias. A atuação dos terroristas não é impensada, pelo contrário, os extremistas surgiram como uma nova potência do terror. Movidos por questões religiosas, técnicas são usadas para propagar uma ideologia de intimidação.

A insurgência tenta impor uma visão conservadora e radical do islamismo, e tenta estabelecer um califado, (que significa um sucessor do profeta Maomé). Para manter-se no poder, o califa faz uso da força para acabar com grupos que não sejam leais às suas convicções.

Bandeira do ISIS

Bandeira do ISIS

O exército do EI é constituído, em sua maioria, por jovens envolvidos em uma história de fantasia e heroísmo. Analistas políticos têm analisado as estratégias de recrutamento do grupo EI e alertam para o constante uso do apocalipse nos materiais de comunicação do grupo. De acordo com estudos, o Estado Islâmico possui uma agenda a ser cumprida e faz uso de uma forte propaganda como tática de amedrontar a população. Além de dominar a internet e fazer uso das redes sociais, os terroristas divulgam fotografias e vídeos de suas vítimas decapitadas.

Diante do cenário atual, muitos cristãos têm pagado um preço alto, em virtude de professar a fé em Jesus, e estão pagando com a própria vida. Igrejas estão sendo atacadas, cristãos tem sido brutalmente assassinados, pessoas estão fugindo de suas casas e procurando uma maneira de escapar da morte, e o mundo está assistindo essa barbárie.

No dia 24 de fevereiro, o grupo terrorista sequestrou 90 cristãos no Nordeste da Síria, segundo informações do Observatório Sírio para os Direitos Humanos (OSDH). A informação foi divulgada uma semana após a decapitação de 21 cristãos egípcios na Líbia. Ao gravar os vídeos, os terroristas se referem aos cristãos como “Povo da Cruz” e garantem que a segurança será apenas um desejo distante, mas nunca concretizado.

O cenário é caótico e a esperança convive lado a lado com o desespero. Dessa forma, os perigos só podem ser enfrentados com o poder que vem do alto. Onde houver alguém disposto a levar em si as marcas do evangelho de Cristo haverá perseguição. Um dos maiores desafios para os cristãos que enfrentam a tirania é o isolamento e, certamente, precisamos usar a nossa liberdade em Jesus para servir aos nossos irmãos perseguidos.

Não podemos fechar os olhos, pois a igreja possui um papel especial neste contexto. Devemos usar o nosso tempo orando uns pelos outros, aconselhando, encorajando e andando lado a lado, em unidade como corpo de Cristo. As nossas orações podem alcançar vidas e restaurar corações, precisamos acreditar nisso.

Deus é o nosso Supremo Consolador, como nos garante a palavra da verdade. Mesmo diante dos obstáculos, a igreja perseguida não se abala e o Cristianismo se fortalece pelo testemunho dos mártires. A única certeza que impulsiona a nossa jornada é: Deus é bom e isso basta!

Lorena Carolino, jornalista do Jornal Alô Brasília