O amor é pra quem deixou as coisas de menino, para quem já não pensa, não fala e não age mais como criança

Amor é coisa de gente grande, nele presume-se maturidade. O amor é pra quem deixou as coisas de menino, para quem já não pensa, não fala e não age mais como criança. É para quem sabe quem se é. Pois, se assim não souber se torna apenas um obcecado e subjugado pelo ‘objeto’ do seu ‘amor’. Gente sem identidade madura é dominado por suas taras, refém de suas carências e focado no medo de não ter, de perder e de sofrer.

Quem ama não vive no medo. Aliás, é justamente o amor que possibilita a libertação das relações amedrontadas e amedrontadoras. É o amor que nos liberta da vida dedica aos próprios interesses e é, apenas no caminho do amor, que se vive de forma plena a própria identidade.

Quem ama não depende, não suga, não escora, não abusa. No amor não há jogo de culpas, não há extorsões, não há exigências para si.

No amor há perdão!

Quanto mais perdão existir, mais amor há.

Assim disse o Profeta:

“aquele a quem pouco foi perdoado, pouco ama”.

Chore, discuta, brigue, pontue, externe e imponha limites. Mas perdoe! Chore a noite, sorria pela manhã. Ao amanhecer, abra bem a janela e permita que os raios do perdão tomem conta de toda a sua casa.

Amar é um perdoar constante.

Eu sei, todos nós queremos viver uma grande história de amor, não é? Só há um jeito, prepare-se para perdoar inúmeras falhas. Picunhinhas, diferenças, desavenças, enganos, falhas, erros e esquecimentos. Só consegue viver com o outro quem perdoa.

Então viva este amor, o do perdão. Você vai precisar!